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21 de setembro de 2017

Ministro do Supremo não pode agir como político

Merece ser comentado interessante artigo do jornalista Roberto Feith com o título "As razões do juiz" publicado na edição de ontem de "O Globo", no ele aborda os privilégios dos políticos beneficiados pelo famigerado foro privilegiado, que gera uma gritante desigualdade entre figuras do mesmo porte. Ele cita Sérgio Cabral, Antônio Palocci, Eduardo Cunha e Geddel Lima, que estão atrás das grades, enquanto Renan Calheiros – ele responde a 12 processos –, Gleisi Hoffmann, Aécio Neves, Fernando Collor, Romero Jucá e dezenas de outros, indiciados ou réus por corrupção, estão livres, isto porque os da primeira lista não tinham foro privilegiado quando foram presos, ao contrário dos outros, que integram uma lista de mais de 30 mil, talvez mais, algo que deve ser um recorde mundial;

Roberto Feith lembra que em maio o Supremo Tribunal Federal (STF) analisava uma proposta restringindo a validade do privilégio aos delitos cometidos no exercício do cargo. Recentemente empossado, o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas. A medida já havia recebido quatro votos favoráveis, mas até hoje ele não o devolveu. Como ele é um reconhecido constitucionalista e advogado experiente, não se justifica a demora. Para o jornalista, Alexandre de Moraes, que foi indicado ao Senado Federal pelo presidente Michel Temer quando era seu ministro da Justiça, está deixando muita gente especulando que ele está fazendo o jogo dos políticos da turma aliada ao presidente da República. Um ministro do Supremo não pode se mostrar como se fosse um político defendendo os interesses de seus companheiros e parceiros. Ele não pode agir mais como político do que como juiz.

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