Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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23 de maio de 2017

Michel Temer pode renunciar, mas quer garantia de não ir para o xadrez

Segundo informa a jornalista Lydia Medeiros, pode acontecer a qualquer momento a renúncia do presidente Michel Temer à Presidência da República. Ele já teria concordado com a ideia. Entre os articuladores estão José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Romero Jucá e Renan Calheiros. Para renunciar, Temer teria reivindicado garantias como indulto ou pedido de asilo, além de não ser preso nem a obrigação do uso de tornozeleira eletrônica. O primeiro obstáculo é a escolha de um nome de consenso para substituir Temer, em eleição indireta. A ele caberia acertar uma agenda mínima para a transição até 2018 e convocar uma Constituinte. Gilmar Mendes e Nelson Jobim teriam a preferência do PMDB. Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem conversado com senadores, e o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, apresentou-se ontem como o garantidor das reformas no Congresso. A favor de Jereissati há a sua experiência política, ser um ficha-limpa, além de não ter problemas financeiros, não seguindo a regra de politico avançar em propinas, sendo, então, a pessoa indicada para entregar o país ao eleito em 2018 relativamente organizado;

Sobre uma possível prisão, Michel Temer deve ter tomado conhecimento de que a Polícia Federal prendeu, na manhã de hoje, os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli, atual assessor do presidente Michel Temer. As prisões foram feitas durante a Operação Panatenaico, que investiga uma organização criminosa que fraudou e desviou recursos das obras de reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha para Copa do Mundo de 2014. As obras no estádio foram orçadas em cerca de R$ 600 milhões, mas custaram ao fim, em 2014, R$ 1 bilhão e 575 milhões. O superfaturamento, portanto, pode ter chegado a quase R$ 900 milhões. A hipótese investigada pela Polícia Federal é que agentes públicos, com a intermediação de operadores de propinas, tenham realizado conluios e assim simulado procedimentos previstos em edital de licitação. A obra do Mané Garrincha foi a mais cara arena de toda Copa de 2014.

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