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10 de novembro de 2016

Seleção volta ao Mineirão depois do 7 a 1, mas quem perde é o Pezão

Deve ser apenas uma coincidência, mas não deixa de ser emblemática a coincidência o fato de leitores da seção de cartas de um jornal diário do Rio terem manifestado apoio à invasão e depredação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Por esse motivo, transcrevo abaixo as cartas: 

Luíza Nogueira, Rio, escreveu: "Não sou funcionária pública do RJ, mas como cidadã que paga uma carga tributária enorme não posso me calar. Revoltou-me o deputado Picciani falando em quebra do estado democrático de direito. A quebra do direito foi feita por governadores e pela Alerj, encarregada de fiscalizar contas do governo. Os servidores quebraram coisas materiais e o governo quebrou dignidade, autoestima e respeito a todos eles. Estes e o povo do RJ não são culpados da irresponsabilidade de governantes. Não vi nem ouvi o Executivo e o Legislativo pedirem desculpas pela má gestão";

Outra leitora, Solange Delocco, também do Rio, disse:

"As manifestações no RJ contra o pacote do governo apenas começaram. O motivo é óbvio: a população já sofre com a crise causada por irresponsabilidade e roubalheira que derrubaram a nação. E quem mais está pagando a conta, além de trabalhadores e aposentados? Sérgio Cabral, Pezão, Lula, Dilma e todos os políticos inescrupulosos? Não! Estão todos bem de vida e sequer firam cobrados judicialmente pelos crimes contra nós. Diante desse quadro, o que esperar? A população só está avisando";

Também do Rio, o leitor Anselmo Silva de Andrade dá o seu recado:

"É triste a invasão da Alerj por servidores contra o pacote de maldades do governo do RJ. Não apoio a forma como fizeram, invadindo, quebrando, rasgando documentos. Achei melancólico e desnecessário. Verdade é que a população e os trabalhadores estão com os nervos à flor da pele. Não dá para calar diante de tantos pacotes que só prejudicam trabalhadores, aposentados e pensionistas e não apresentam soluções. Puseram o RJ nesta situação sem a aprovação da população. Não é justo que paguemos pelos seus erros":

Para finalizar, o leitor Clóvis Romário Goudinho de Souza, faz o "gol de honra" para Pezão:

"Sou servidor do RJ, e fiquei decepcionado ao assistir, pela TV, ao vandalismo e à dilapidação do patrimônio da Alerj. O prejuízo e a afronta recaem, em última instância, sobre o contribuinte. Aqueles baderneiros não me representam. Tampouco à maioria da categoria ordeira dos servidores do estado. São limitados intelectualmente, incapazes de exercitarem formas mais inteligentes de protestos":

Há quem concorde e quem discorde da invasão, mas durante o novo protesto em frente à Alerj, o presidente da Casa, Jorge Picciani, anunciou a decisão de devolver ao Governo o projeto de lei que prevê a criação de alíquotas de contribuições previdenciárias extraordinária de 16% e 30%. Isso comprova que "no papo" não se consegue nada com eles, só quando se vêm ameaçados na própria pele.

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