Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

15 de dezembro de 2017

Pesquisa entre congressistas mostra Alckmin à frente de Lula

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), superou o ex-presidente Lula (PT) em pesquisa feita junto às principais lideranças do Congresso Nacional. Os dados são do Painel do Poder, ferramenta criada pelo site “Congresso em Foco” para mostrar o que pensa e para onde vai o Legislativo brasileiro. O universo dos entrevistados compreende apenas os congressistas com maior capacidade de decisão: líderes partidários, membros das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, presidentes de comissões e influenciadores das principais bancadas temáticas. A polarização da disputa entre os dois já era o cenário projetado pela cúpula do Parlamento em agosto. Porém, as posições agora se inverteram. Há quatro meses, acreditavam que Lula, com 31% dos parlamentares ouvidos, era o candidato com mais chances de vitória em 2018. Alckmin aparecia na segunda colocação, com 16%. De lá para cá, o tucano cresceu 13% e chegou a 29%. Por outro lado, o petista viu o seu favoritismo cair seis pontos, e ficou com 25%. A avaliação das lideranças não coincide com os resultados das pesquisas eleitorais dos institutos, que indicam uma polarização entre Lula e Bolsonaro nas intenções de voto. O crescimento de Alckmin coincide com o “desaparecimento” do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), entre os candidatos com maior potencial no entendimento dos entrevistados. Ele era citado, em agosto, por 13% dos parlamentares ouvidos como o candidato com mais chance de chegar ao Palácio do Planalto em 2018. Dessa vez não foi sequer citado. Ignorado no levantamento anterior, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) foi apontado agora como o nome mais forte por 10% dos deputados e senadores ouvidos. Quem também saiu do zero foi o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, pré-candidato pelo PDT. Ele é apontado por 6% dos parlamentares. Também são citados pelos entrevistados como possíveis favoritos para a disputa presidencial o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa, que negocia filiação ao PSB, além de Henrique Meirelles (PSD), Cristovam Buarque (PDT), Marina Silva (Rede) e Paulo Rabello de Castro, que já se apresenta como pré-candidato pelo PSC. Cada um deles é lembrado por 2%. Nenhum deles figurava na lista em agosto. Não responderam: 10%.

Violência da torcida do Flamengo é reflexo da sociedade

As cenas de vandalismo que aconteceram no jogo de quarta-feira no Maracanã entre Flamengo e Independiente decidindo a Copa Sul-Americana, quando milhares de torcedores do clube rubro-negro – será que são mesmo torcedores? – serviram para demonstrar como anda a nossa sociedade e não deixa de ser um reflexo do comportamento dos líderes políticos revelados em especial através da “Operação Lava-Jato”, com milhares eles sendo condenados por falcatruas, em especial as que envolvem desvios de dinheiro público com recebimento de propinas dadas por empresários que prestaram serviços contratados pelos órgãos de governos, tanto o Federal como vários estaduais e municipais. A causa maior está na Educação abandonada, hospitais que não atendem à população, policiais despreparados e sem condições de trabalho adequadas, somando-se a isso um transporte caótico, levando o povo a sofrer com tantos transtornos, que culminam com a violência. Totalmente estressadas, as pessoas se agridem gratuitamente. Parece que as únicas coisas organizadas no Brasil são o tráfico de drogas e o crime em geral, também praticado pelos políticos;

É inconcebível que “torcedores” do Flamengo que foram presos na véspera da decisão em frente ao hotel onde a delegação argentina estava hospedada tenham sido soltos. Como são organizados, usaram as redes sociais para se mobilizarem e partir para o vandalismo, atacando torcedores do Independiente, incluindo-se aí mulheres, crianças e idosos, culminando com a invasão do Maracanã por 8 mil “torcedores” que ainda vandalizaram o estádio, veículos de transporte público e particulares, além de agredirem e assaltarem até torcedores do próprio clube. Houve quem sugerisse que a Polícia tivesse uma espécie de spray que marcasse os baderneiros por mais de 24 horas, com o que eles não poderiam comparecer ao Maracanã na quarta-feira. Se o vandalismo tivesse acontecido na Inglaterra, Alemanha ou França, por exemplo, onde a segurança da sociedade é garantida com vigor, certamente teríamos cerca 500 “torcedores” do Flamengo. Já passou a hora de serem extintas estas famigeradas torcidas organizadas, a maioria delas estimuladas e patrocinadas por dirigentes dos clubes, como pôde ser observado com uma operação que levou dezenas de dirigentes a prestar depoimentos sobre isso. Da mesma forma que o Vasco da Gama foi punido quando “torcedores” provocaram conflitos em São Januário, a melhor punição para a baderna de quarta-feira é a proibição ao Flamengo de jogar no Maracanã por um determinado número de partidas.

14 de dezembro de 2017

Dirceu convoca 'dia da revolta' no julgamento de Lula

O ex-ministro José Dirceu convocou a militância do PT a comparecer a Porto Alegre para o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) pelo caso do tríplex do Guarujá, marcado para o dia 24 de janeiro. Em nota publicada na ontem no site do diretório municipal do partido em Ribeirão Preto, Dirceu pede que as pessoas se mobilizem em defesa de Lula. “A hora é de ação não de palavras, transformar a fúria e revolta, a indignação e mesmo o ódio em energia, para a luta e o combate. Denunciar, desmascarar e combater a fraude jurídica e o golpe político as ruas para ir às urnas e derrotar os inimigos da democracia da soberania do povo trabalhador e do Brasil", disse o ex-ministro, chamando a data do julgamento de "dia da revolta".  Como se recorda, a data foi marcada a pedido do desembargador Leandro Paulsen, revisor do voto do relator João Pedro Gebran Neto, que informou à Secretaria da 8ª Turma que já terminou seu trabalho. A decisão do TRF-4 pode influenciar nas eleições de 2018, uma vez que ele é o pré-candidato do PT à Presidência da República. Zé Dirceu, por outro lado, teve a pena aumentada em dez anos pelo Tribunal em setembro por corrupção passiva, pertinência a organização criminosa e lavagem de dinheiro na “Operação Lava-Jato”. A princípio, o juiz Sergio Moro havia determinado sua prisão por 20 anos e 10 meses no processo em que é acusado de receber propina do esquema de corrupção da Petrobras por meio de contratos da Engevix. O ex-ministro deixou a cadeia em maio, depois de um ano e nove meses preso em Curitiba, após sua defesa recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele aguardasse em liberdade o julgamento do recurso na segunda instância. O pronunciamento do ex-chefe da Casa Civil demonstra que mais uma vez a Justiça é desrespeitada, pois um cidadão condenado e preso não deveria fazer convocação para que pessoas façam manifestações objetivando influenciar nas decisões de um tribunal.

Lula poderá tentar fugir do Brasil para não ser preso

Caso seja confirmada a condenação do ex-presidente Lula, que será julgado por três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TJF-4), em Porto Alegre, no dia 24 de janeiro, que poderá resultar na sua prisão imediata, estaria sendo montado esquema de monitoramento das forças de segurança, com o objetivo de frustrar qualquer tentativa dele de fuga do país. Tais providências são adotadas sempre que há um réu nessas condições, respondendo em liberdade a recurso de sentença que determina sua prisão. Mas a possibilidade de tumulto reforça os procedimentos. Órgãos de inteligência mapearam rotas de fuga para países latino-americanos cujos governantes ofereceram refúgio a Lula. Lideranças petistas estão mobilizando filiados e sindicalistas para “invadir” e tocar o terror em Porto Alegre, para pressionar os magistrados. Como se sabe, tanto Lula quanto seus advogados e “adoradores” insistem na estratégia pouco inteligente de desqualificar quem vai julgar o ex-presidente. A tática do líder petista é cair atirando, e até mesmo morto, continuar vivo no imaginário popular através da inverdade histórica é um costume da esquerda. Não  devemos esperar qualquer alteração no “modus vivendi” do chefe. Afinal, é a aparência falsa da queda que vai triunfar ao fim, nas escolas e na mídia vendida, criando a ideia de que ele é sempre uma vítima. A sorte é a Internet, que com a sua autêntica “memória de elefante” não deixa nada oculto, cabendo às pessoas de bem e sem nenhum tipo de fanatismo ou “rabo preso” com Lula mostrar a todos que é esse falso herói.

E aí, Pezão, cadê os pagamentos dos servidores?

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que assina hoje o contrato de garantia que tornará possível o empréstimo de R$ 2 bilhões e 900 milhões, tendo como contrapartida ações da Cedae. Depois da reunião que teve ontem com o ministro, o governador Pezão afirmou que a burocracia do banco BNP Paribas já está resolvida e que o depósito nos cofres do Estado poderá acontecer em até três dias. Se o ato do Henrique Meirelles for publica hoje no Diário Oficial da União, os pagamentos atrasados serão depositados nas contas do funcionalismo terça ou quarta-feira. Como políticos adoram fazer média e aparecer na mídia, e o ministro da Fazenda é tido como um pré-candidato a presidente da República, os servidores dispensam qualquer tipo de solenidade no Palácio do Planalto para que ele, Pezão e o presidente Michel Temer fiquem na fotografia, esquecendo o sofrimento pelo qual eles vêm passando nos últimos anos. Todos querem melhorar suas imagens depois de tantos políticos, os três inclusive, envolvidos em falcatruas e investigados em processos da “Operação Lava-Jato”. Querem que sejam depositados imediatamente em suas contas o 13º salário de 2016 e de 2017, o restante de setembro que alguns ainda não receberam, e mais os vencimentos de outubro e novembro. Estamos às vésperas do Natal, e os servidores estaduais ativos, aposentados e pensionistas não querem correr para comprar presentes, mas sim pagar suas contas atrasadas para ficarem livres de multas e juros provocados pela péssima administração de que o Rio de Janeiro vem sendo vítima a partir do governo do presidiário Sergio Cabral.

13 de dezembro de 2017

Sucessão presidencial muda radicalmente se TRF-4 condenar Lula

O tema dominante hoje no noticiário político é a marcação pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) da data de 24 de janeiro – o recesso da Justiça termina no dia 20 do mês que vem – para o julgamento do processo do ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá, no qual ele foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e meio de prisão. O julgamento caberá à 8ª Turma do TRF-4 e a data foi marcada a pedido do desembargador Leandro Paulsen tendo em vista já ter sido concluído o trabalho do revisor, desembargador João Gebran Neto. Os votos dos dois magistrados encaminharão seus votos ao terceiro desembargador da Turma, Victor Luiz dos Santos Laus. Confirmada a sentença, Lula fica inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. Em artigo publicado ontem, antes da decisão do TRF-4, o historiador Marco Antônio Villa afirmou que “a homologação da candidatura de Lula representaria a desmoralização das instituições e o fim da democracia no Brasil”. Por causa disso, ele afirmou ser urgente uma ação imediata do Poder Judiciário. Na verdade, não está correto que o ex-presidente, na condição de condenado em apenas um dos 16 processos a que responde, esteja percorrendo o país em campanha fora do prazo permitido pela legislação eleitoral, e ainda atacando o juiz Sergio Moro, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF). É logico que Lula entrará com recursos em todas as instâncias, mas correndo o risco de, caso seja eleito, ter seu diploma cassado pela Justiça Federal e ser impedido de tomar posse. Diversos líderes petistas estão acusando a TRF-4 de pressa no julgamento do líder do PT, como a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffman, e o senador Lindberg Faria, os dois também enrolados em processos da “Operação Lava-Jato” por recebimento de propinas. Os dois acusam o tribunal de perseguição contra Lula. Não concorrendo, o ex-presidente certamente estará participando da campanha, uma vez que certamente tentará lançar um “poste”, mas agora o cenário é diferente do de 2010, pois embora lidere pesquisas de intenção de voto, ele também é líder nos índices de rejeição, além de estar tendo pouca adesão de público aos eventos dos quais participa, visto que a maioria de militantes chega em caravanas de ônibus fretados e ainda havendo manifestações contrárias àquele que um dia foi o líder político mais popular do Brasil. Quanto aos recursos, há o risco de algum deles chegar ao STF, ser sorteado e cair nas mãos do “soltador-geral da República”, ministro Gilmar Mendes, ainda mais que o presidente Michel Temer acaba de nomear a ex-mulher do ministro, Samanta Ribeiro Meyer, para integrar o Conselho de Administração da Itaipu. E hoje Lula e Temer são os mais recentes aliados inimagináveis.

Lula ataca a Justiça e o STF fica inerte

O ex-presidente Lula tem atacado constantemente o juiz Sérgio Moro, desqualifica a "Operação Lava-Jato", e desmoraliza o Ministério Público Federal (MPF). Porém, nada acontece. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem a obrigação de prendê-lo imediatamente com base no Art. 312 do Código de Processo Penal por colocar em risco a ordem pública. Até hoje, nenhum ministro do STF saiu em defesa de Sérgio Moro. Lula recentemente chamou o magistrado de "um cara do mal". Anteriormente o criminoso disse que as provas contra ele foram forjadas para condená-lo. E tem ministro do STF alegando que prender Lula causaria uma comoção social. É provável que esteja certo, porque a maioria da população festejaria o fato durante muitos dias.

8 de dezembro de 2017

Bandido famoso não é celebridade, delegado!

Pode até ser razoável entender que policiais civis tenham motivos para postar nas redes sociais selfies ao lado do traficante Rogério 157 após sua prisão como se fossem troféus, uma vez que desde setembro estava escondido nas proximidades da Rocinha. Até o delegado Gabriel Fernandes, que comandou a operação, também fez selfie. Afinal, funcionou o trabalho de inteligência e o bandido, chefe do tráfico naquela favela, foi capturado sem que houvesse necessidade de se dar um único tiro. No entanto, melhor seria se não houvesse fotos com o policial sorrindo, da mesma forma que Rogério 157. Ainda está na memória de todos aquela declaração do ministro Torquato Jardim, da Justiça, acusando o Polícia fluminense de conivência com a bandidagem. Fica na cabeça das pessoas uma dúvida: as fotos representam uma comemoração ou uma prova de promiscuidade com o crime organizado. Melhor é que tal fato não se repita.

O palhaço Tiririca falou mesmo sério?

Depois de sete anos de mandato, o deputado federal Tiririca foi finalmente à tribuna e anunciou que sairia da vida política com vergonha. Disse que aquela era também a última vez estaria ali. Tiririca quase não faltava aos trabalhos da Câmara, mas durante os seus mandatos não apresentou nenhum projeto. Nas eleições de 2010 e 2014 alcançou mais de um milhão de votos, levando para o Parlamento alguns deputados com poucos votos por força do sistema de soma dos votos recebidos pelos partidos. Para muitos, o pronunciamento do deputado-palhaço foi um gesto de dignidade, enquanto para outros não passou de uma jogada de marketing, talvez servindo de teste para medir sua popularidade, e, de acordo com o resultado, lançar seu nome como candidato à Presidência da República. Uma coisa ficou evidente após o discurso de Tiririca. Nenhum deputado fez um aparte para contestá-lo. Ele falou em nome de milhões de brasileiros que não suportam mais o comportamento da grande maioria dos políticos do Brasil.

7 de dezembro de 2017

General Rômulo Bini faz críticas ao Supremo

O general Rômulo Bini é mais uma voz do meio militar a se manifestar sobre a atual conjunta e cenário político do país, em relação a 2018. Tais palavras foram ditas por um dos mais respeitados generais do Exército Brasileiro. Trata-se de um ex-chefe de Estado-Maior do Ministério da Defesa, que se encontra agora na reserva. O militar se manifestou recentemente a respeito da atual conjuntura política nacional, com vistas à próxima disputa eleitoral no pleito de 2018 e também sobre o cenário “conturbado” de crise enfrentada pelo país. Sobre as eleições do ano que vem, o general Bini também reclamou da demora da Justiça em definir a situação do ex-presidente Lula. Ele afirmou que o Brasil precisa encontrar soluções para os enormes impasses que vivemos, para que nenhuma ilegalidade esteja acima do interesse do povo brasileiro. “As forças vivas da Nação, movidas pelos homens de bem, incluindo as Forças Armadas, não podem permitir que condutas irresponsáveis e antipatrióticas se tornem costumeiras em nossa vida pública, por atingirem frontalmente os princípios éticos e morais que conduzem um regime democrático e que resultarão num arremedo de democracia”, declarou;


Outro exemplo foi o incompreensível pedido de vista de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) após sete votos favoráveis a pôr fim à imunidade parlamentar, um enorme anseio da sociedade. Para o militar, o pedido não visa um conhecimento maior da causa, mas sim um prazo ampliado que possibilite o Congresso Nacional concluir a votação de emenda constitucional do mesmo tema. “Se considerarmos que duas centenas de congressistas são processados no STF, a queda da imunidade provavelmente não passará – e nem todos os brasileiros serão iguais perante a lei. Será uma contraposição entre o Judiciário e o Legislativo, advindo certamente outra crise entre eles. Tais exemplos demonstram que no mais alto nível da República o sistema de pesos e contrapesos não funciona como deveria e prima pelo desequilíbrio, sendo, por isso mesmo, comprometido e não confiável, justamente por predominarem os conchavos, os interesses individuais e de grupos, a troca de vantagens e de benesses à sombra de um Congresso subornável e de uma Justiça ‘partidária’. As medidas cautelares, o pedido de vista do ministro e a atitude comprometida, tríade degradante para muitos brasileiros, reforçam o descrédito dos nossos três Poderes perante a sociedade”, concluiu o general Bini.