Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

25 de abril de 2017

Sérgio Moro adiou depoimento de Lula em 3 de maio, mas não remarcou para o dia 10. Por quê?

Diferentemente do que foi divulgado, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato, não remarcou para o dia 10 de maio que estava marcada para o dia 3 daquele mês. O magistrado atendeu a uma solicitação da Polícia Federal (PF) do Paraná, que alegou dificuldades para manter a ordem nas proximidades da 13ª Vara Criminal Federal, em Curitiba, porque o PT e entidades sindicais convocaram para a capital paranaense um evento alusivo ao Dia do Trabalho (1º de maio), mobilizando dezenas de milhares de militantes, que ficariam em Curitiba e promoveriam manifestações de apoio a Lula, com a provável contestação de pessoas contrárias ao líder petista, o que poderia chegar a níveis nada agradáveis e pondo em risco a segurança deles, de pessoas não participantes das manifestações, e até do próprio juiz Sérgio Moro. O fanatismo às vezes tira as pessoas do limite que seria tolerável. Sendo assim, é quase certo que a nova audiência seja marcada sem aviso prévio, não deixando margem para uma mobilização de manifestantes de qualquer lado. Surgiram especulações dando conta de que o juiz Moro poderá decretar a prisão de Lula a partir da possível confirmação de que ele tenha realmente mandado destruir provas, configurando crime de obstrução à Justiça. E, como se sabe, Lula quer de todos os modos fugir do encontro cara a cara com o comandante da Lava-Jato. Tanto é que ontem a defesa dele deu entrada num pedido ao ministro Edson Fachin para que reconsidere a sua decisão de mandar para Curitiba oito pedidos de investigação feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em que Lula é um dos alvos. Ele quer que as investigações sejam enviadas para Justiça Federal de Brasília ou de São Paulo. E toda essa movimentação se deve às últimas revelações feitas na deleção premiada do ex-sócio da empreiteira OAS, Léo Pinheiro. Por que tudo isso, Lula? Afinal, quem não deve, não teme. Ou você tem medo de que a verdade venha à tona e que sua imagem de “segunda alma mais honesta do mundo”, como você se proclama, caia por terra? Ainda bem que você deixa Jesus Cristo em primeiro lugar.

24 de abril de 2017

Líder do PT diz que Palocci pode provocar um terremoto entre empresários

O ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, estaria disposto a revelar nomes, endereços e operações ao juiz Sergio Moro. Sobre isso, o deputado Carlos Zarattini (PT/SP), líder do PT na Câmara dos Deputados, declarou: “Não sabemos exatamente o que ele pretende, mas, com certeza, se ele falar sobre o que tem conhecimento, o Brasil vai sofrer um verdadeiro terremoto no meio empresarial”. O parlamentar petista faz referência ao “meio empresarial”. Realmente, muitos empresários ficaram em maus lençóis diante de alguns depoimentos, tanto que os maiores grupos da construção civil tiveram seus sócios encarcerados. Porém, há quem duvide que Antônio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, falaria apenas sobre empresários, como acredita a militância, que ele só fará referência ao que foi relatado pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht. Pode ser que não. Segundo informações, ele deverá falar sobre Lula. Agora, é esperar para ver qual será a extensão desse terremoto anunciado.

Moro cancela o depoimento de Lula para o dia 10, evitando tumultos em Curitiba dia 1º

O juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato, mudou a data do depoimento do ex-presidente Lula, que era previsto para acontecer em Curitiba no dia 3 de maio na 13ª Vara Criminal Federal. A mudança acontece a pedido da Polícia Federal (PF). O depoimento será transferido para o dia 10. Como justificativa aceita por Moro, a PF afirmou que precisaria de mais tempo para organizar a segurança no local, argumentando que o feriado do Dia do Trabalho (1º de maio) tornaria a operação mais difícil. O PT e centrais sindicais planejavam uma forte mobilização para dar suporte ao ex-presidente no dia do depoimento, com caravanas partindo de diversos locais no Brasil. Com a mudança da data, os manifestantes terão de voltar para suas cidades de origem. Lula será ouvido no processo relacionado ao tríplex em Guarujá, litoral do estado de São Paulo, em que  o ex-presidente sofre a acusação de que teria recebido vantagens indevidas da empreiteira OAS. Em depoimento na semana passada a Moro, Léo Pinheiro, sócio da empreiteira, disse que o apartamento era de Lula. Ele entregou à Justiça Federal do Paraná documentos para tentar comprovar as afirmações de que o ex-presidente teria sido beneficiado pela reforma do apartamento. O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que os documentos não comprovam as afirmações feitas pelo empresário, que classificou como uma versão negociada para agradar aos procuradores e destravar seu acordo de delação. A defesa de Lula apresentou na última quarta-feira documentos de recuperação judicial da OAS em que a empresa afirma ser a proprietária do tríplex do Condomínio Solaris. Acontece que todo mundo sabe que a empreiteira assumiu a titularidade da propriedade do tríplex exatamente depois de “O Globo” divulgar que o apartamento pertencia a Lula, logo no início da Lava-Jato.

Corruptores e corrompidos têm de ser presos, além de devolver o dinheiro roubado do povo

Nos últimos dias os brasileiros passaram a constatar que há muito tempo o país vem sendo dirigido por empreiteiros corruptores e políticos corruptos. Somando-se todos os valores informados pelas delações premiadas veremos que bilhões, talvez trilhões, de reais de dinheiro público, ou seja, do povo que paga impostos estiveram disponíveis para que fosse realizada a maior roubalheira feita pelo Governo, sem distinção de legenda ou ideologia, porém aperfeiçoada pelo PT nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Triste está sendo assistir a forma sarcástica dos principais executivos da Odebrecht, uma das maiores empreiteiras do mundo, rindo diante de juízes, procuradores e policiais durante seus depoimentos, e zombando de nós, que através dos impostos sustentamos esse gigantesca quadrilha com dinheiro que deveria ser aplicado em Saúde, Educação, Transporte, Estradas, Saneamento. É mais que urgente a prisão de todos os envolvidos que ainda estejam em liberdade, além da devolução das fortunas em poder dos mesmos, inclusive as que estejam fora do país. Só assim talvez possamos recuperar a dignidade, e recuperemos a confiança, antes que isso ocorra totalmente. Os que corrompem e os que são corrompidos apostam na impunidade por causa da morosidade da Justiça, que às vezes levam anos para serem concluídos. Felizmente a Operação Lava-Jato está mudando essa demora, graças à atuação do juiz Sérgio Moro e sua equipe de procuradores. No entanto, cabe ao povo promover uma reação sem precedentes ocupando as ruas, em especial se senadores e deputados envolvidos em falcatruas insistirem em criar problemas que possam enfraquecer a Operação Lava-Jato, como tal da lei contra abuso de autoridades, e à tramitação de projeto que acabe com o famigerado foro privilegiado. Na realidade, se tudo continuar como está, será o nosso fim, e não haverá futuro para nossos descendentes.

23 de abril de 2017

Odebrecht complica Temer, e pesquisa mostra 78% do povo querendo vê-lo cassado

A empreiteira Odebrecht entregou à força-tarefa da Operação Lava-Jato e ao Ministério Público Federal (MPF) extratos que seriam de pagamento de propina em uma reunião com o presidente Michel Temer, em 2010. Os valores são superiores a US$ 40 milhões, que segundo ex-executivos que se tornaram delatores na operação, teriam sido acordados com o então vice-presidente em seu escritório de São Paulo. A investigação contra Temer usa trechos da delação de Márcio Faria da Silva, ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial. No depoimento, ele afirmou que, no comando da reunião, Temer acertou o pagamento de propina de R$ 40 milhões para o PMDB. O valor seria o de 5% de um contrato da Odebrecht com a Petrobras. Após a revelação das informações dessa delação, Temer divulgou uma nota na qual afirmou que “jamais tratou de valores” com Márcio Faria. A reunião, segundo Faria, teve a presença de outras pessoas, como o ex-deputado Eduardo Cunha, e ocorreu quando Temer era presidente do PMDB e candidato a vice de Dilma Rousseff. Ainda de acordo com as delações e com os documentos entregues à Lava-Jato, uma pequena parte do valor foi paga em espécie em hotéis de São Paulo e em um escritório no Rio de Janeiro. A maior parte, no entanto, foi repassada a contas de operadores no exterior;

A revelação desses últimos fatos complica ainda mais o prestígio do presidente Temer. É que acontece exatamente no momento em que uma pesquisa do Instituto Vox Populi encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e divulgada nesta sexta-feira, quando o Vox Populi ouviu dois mil eleitores com mais de 16 anos, residentes em 118 municípios, de todos os estados e do Distrito Federal, em áreas urbanas e rurais, entre 6 e 10 deste mês, mostra que 78% dos entrevistados querem a cassação do mandato de Michel Temer na ação baseada em suposto abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral de 2014, que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ainda de acordo com a sondagem do instituto, nove em cada dez brasileiros entrevistados desejam que o novo presidente seja escolhido por eleições diretas, e não pelo Congresso Nacional, como está previsto na Constituição. O julgamento que poderá terminar com a cassação da chapa Dilma-Temer e consequente cassação do mandato do presidente já teve voto do ministro relator acatando o pedido que foi feito pelo PSDB, em 2014, e a decisão deverá ocorrer no próximo mês de maio. Além de governar o país, Michel Temer tem de tomar providências para salvar a própria pele.

22 de abril de 2017

Parece não restar mais dúvidas. O tríplex de Guarujá e o sítio de Atibaia são mesmo de Lula

Em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, o delator Léo Pinheiro, sócio da empreiteira OAS, afirmou que o ex-presidente é o verdadeiro dono do tríplex no Edifício Solaris, na praia de Guarujá, e o dono da Odebrecht garantiu que o líder petista é também o dono do sítio de Atibaia. O delator da Odebrecht afirmou que era a empresa que pagava as “palestras” de Lula no exterior, lavando dinheiro, e recebia em troca dinheiro através de superfaturamento em contratos com a Petrobras. Também ficamos sabendo que o marqueteiro João Santana e sua esposa recebiam dólares no exterior pagos por intermédio do ex-ministro Antônio Palocci. Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff devem estar mais preocupados, porque Léo Pinheiro informou que tem em seu poder informações em uma agenda detalhando os encontros que teve com Lula no início das investigações da Operação Lava-Jato, além de datas e horários e telefonemas entre eles tratando sobre detalhes das obras do tríplex, que segundo ele estava reservado para Lula desde 2009. Em verdade, a cada delação premiada vai caindo por terra as afirmações de Lula de que é inocente e a autoproclamação de ser ele a cidadão mais honesto do país. Também se desfaz a costumeira afirmativa de que ele é vítima de perseguição de Sérgio Moro, quando ficamos sabendo que a metralhadora giratória da Justiça está apontada e atirando em gente dos principais partidos. Da mesma forma, o desejo de Palocci revelar sua planilha com nomes, endereços e valores de propinas repassados também devem estar tirando o sono de Lula e da cúpula do PT. Por fim, sendo tão detalhista, é quase certo que Léo Pinheiro tenha em seu poder gravações de som e áudio das conversas com Lula e Dilma. Á Justiça só resta condenar os que dilapidaram a maior empresa do país, fazendo-os devolver aos seus cofres os milhões de reais que dela surrupiaram. Então, PT. pode dar adeus ao seu projeto de voltar ao poder.

21 de abril de 2017

Lula manda destruir provas. Pode isso, juiz Sérgio Moro? A regra é clara. Isso é crime!

Destruição de provas é obstruir a Justiça, e é considerada como crime. Em depoimento feito ontem ao juiz Sérgio Moro, o empreiteiro Léo Pinheiro, sócio da OAS confessou ter destruído provas referentes ao processo sobre a propriedade do tríplex da praia de Guarujá, cuja propriedade é atribuída ao ex-presidente Lula, que sempre nega, mas que cada vez mais fica evidente que o luxuoso apartamento pertence mesmo ao líder petista. O depoimento de Léo Pinheiro foi feito em delação premiada, quando o delator busca colaborar com a Justiça e é premiado com a redução de sua pena, mas pela lógica deveria acontecer o contrário, com o empreiteiro deveria ser preso por causa do crime cometido. Porém, há um complicador nisso tudo. Léo Pinheiro afirmou diante do magistrado que destruiu as provas a mando de Lula. Então, o ex-presidente, como mandante do crime, também deveria ir para trás das grades, independentemente de outras condenações que possam vir a acontecer por causa de outros processos a que ele responde. O agravante disso tudo é que os recentes depoentes – também executivos da Odebrecht dizem o mesmo – estão afirmando que a determinação de Lula ocorreu logo que teve início a Operação Lava-Jato e que uma matéria de “O Globo”, em 2010, falava do tríplex. O depoimento de Léo Pinheiro também confirma que sua empresa, além de ter pagado obras no tríplex também fez o mesmo no sítio de Atibaia, confirmando serem os dois imóveis de propriedade de Lula, para quem a situação ficou mais grave. A afirmação do ex-presidente da OAS a Sérgio Moro deixa muito mal que um dia se intitulou como “a alma mais honesta do país”: “Tudo foi pago com dinheiro de propina da Petrobras”. Com relação ao sítio de Atibaia há coisa muito mais grave, porque o advogado e amigo de Lula Roberto Teixeira se utilizou de dois funcionários da Odebrecht para forjar um documento sobre o valor e a propriedade do imóvel. Salvo engano, isso é crime de falsidade ideológica. Vamos aguardar para sabermos se Sérgio Moro vai agir de imediato, ou vai esperar o depoimento de Lula no dia 3 de maio.

20 de abril de 2017

Vem mais uma lista de Fachin que poderá provocar até uma onda de suicídios

Novas informações de delatores – todos os dias surgem algumas – incluem os nomes do ex-presidente Lula, Antônio Palocci, Eduardo Cunha, Edson Lobão e outros que estão na lista sigilosa do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). As reações já são do conhecimento geral. Veremos, ouviremos ou leremos dizer que nada têm a ver com propinas, que ninguém recebeu nada, que não conhecem ninguém ligado à empresa Odebrecht, que tudo foi declarado aos órgãos fiscalizadores etc. Há um detalhe que não pode ser desprezado. Todos eles possuem bens incompatíveis com os rendimentos que recebem, principalmente os que têm mandatos eletivos, que recebem remuneração altíssima, mas mesmo assim seus bens extrapolam limites de valores lógicos. Esse problema pode ser esclarecido com a quebra dos sigilos bancários e fiscais deles e de seus familiares. A Receita Federal, que é bastante eficiente quando se trata do cidadão comum, poderia muito bem auxiliar no esclarecimento sobre tais discrepâncias. E ainda vem mais coisas por aí, uma vez que Antônio Palocci, sentindo-se abandonado pelo PT, está prestes a fazer uma delação premiada. Se ele abrir a boca, vai ter gente enfartando. E não é só ele. Outros delatores, da Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez, Delta  e outras empresas ligadas aos esquemas de Lula, e mais alguns petistas poderão dar uma forte pancada na cabeça da “jararaca”. Vamos aguardar, porque teremos muita emoção nos próximos episódios dessa longa novela que o Brasil assiste, e que para o último capítulo estão previstas as mortes de muitos “bandidos” que hoje se apresentam como “mocinhos”, mas que são falsos.

19 de abril de 2017

Indicar 87 testemunhas é um exagero. Afinal, Lula não fez nada em praça pública

Lembrando o que já ocorrera quando do julgamento do “Mensalão do PT”, que levou o então ministro Joaquim Barbosa a reclamar pela demora da conclusão do processo, os advogados do ex-presidente Lula arrolaram nada menos que 87 testemunhas em um dos processos que ele responde na Operação Lava-Jato, sob a alegação de era para garantir o amplo direito de defesa, um dos pontos altos da democracia. No entanto, tudo não passa de um deboche e uma atitude leviana, apenas para atrasar a decisão final sobre uma de suas falcatruas. Quebraram a cara, e já estão esperneando, visto que o juiz Sérgio Moro determinou que Lula comparecesse a todas as 87 audiências. Um autêntico golpe de mestre, e agora a defesa do petista está protestando e apelando, porque Lula queria atrasar o julgamento e ficar fazendo campanha eleitoral viajando pelo país. Agora, vamos tirar um dúvida. Se os crimes pelos quais Lula é acusado não foram cometidos em praça pública, por quê ele apresentou 87 testemunhas? Ele mesmo disse um dia que era uma jararaca, e cobra não costuma deixar rastros. É bom que o ex-presidente fique atento, porque é certo que o juiz Sérgio Moro já deve ter suas convicções sobre as denúncias, motivo pelo qual Lula esteja tão desesperado e tente adiar tanto quanto possível seu julgamento. Não é nada improvável que após sua audiência com moro no dia 3 de maio ele seja obrigado a mudar de residência de São Bernardo do Campo para Curitiba.

18 de abril de 2017

O eleitor brasileiro não poderá repetir em 2018 o mesmo erro cometido em 1989

Após 21 anos de regime militar, com a promulgação da nova Constituição Federal, que Ulisses Guimarães intitulou de “Cidadã”, teve início um novo Brasil, e as eleições de 1989 marcariam a primeira demonstração de que estávamos vivendo num país democrático. Então o eleitorado brasileiro, talvez desacostumado com a prática de eleger para a Presidência da República um cidadão que cuidasse dos interesses do povo, caiu no conto do vigário e elegeu o candidato que fora mais bem apresentado pelo marketing eleitoral. Assim é que Fernando Collor saiu vitorioso, mas pouco tempo depois se viu que a embalagem era bonita, mas o conteúdo era podre. E então, Collor, primeiro presidente da República eleito no novo regime democrático acabou sendo também o primeiro a ter seu mandato cassado pelo Congresso Nacional, por crime de corrupção. Depois dele, tivemos também a cassação de Dilma Rousseff, pelo mesmo motivo. Bom seria se tivéssemos uma nova Constituição, mais enxuta – a atual já tem nada menos que 98 emendas, além de centenas de outras em tramitação –, para que em 2018 o povo, alertado pelos episódios atuais, fizesse uma escolha melhor, agora que é muito bem informado sobre as falcatruas praticas pelos políticos, algo que não ocorria em 1989. É certo que está difícil achar hoje algum politico que possa dirigir os destinos da nação. Os nomes que até há pouco eram chamados de presidenciáveis estão queimados depois de tantas delações. Só o fato de estarem sendo investigados já seria um motivo de restrições, pois sendo eleitos poderiam entrar em pouco tempo na lista dos de mandato cassado. Cabe à opinião pública procurar uma agulha no meio do palheiro, tanto no Executivo, no Legislativo e também no Judiciário. O que não se pode é errar outra vez, como tem acontecido desde 1989.