Política brasileira e outros temas polêmicos

Política brasileira e outros temas polêmicos

23 de março de 2017

A Operação Carne Fraca continua mostrando a cara dos políticos

Vamos combinar. Pior que ter ou não papelão da carne é o verdadeiro papelão de o Brasil ser a 8ª economia do mundo e ao mesmo tempo ser o 79º país no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), atrás até do Azerbaijão. E essa “honrosa” classificação não é de agora. Desde 1994, quando foi lançado o Plano Real sempre foi vergonhosa. Há uma explicação para isso. As políticas econômicas valorizam a especulação financeira com altos juros, concentração de riqueza nas mãos de poucos e, o que é mais grave, baixos investimentos na qualidade de vida do povo. Tudo acontece por causa da mentalidade dos nossos políticos, que cuidam sempre do enriquecimento deles, deixando a população de lado. Esses políticos resolvem culpar a Polícia Federal (PF) pela carne estragada que podemos estar comendo, mas nos faz indagar por quê eles têm o direito de indicar um superintendente de fiscalização sanitária;

O descaso dos políticos fica patenteado nas duras críticas que fizeram à PF por ter denunciado o esquema de carnes adulteradas e estragadas os ministros Moreira Franco, (Secretaria-Geral da Presidência da República), e Blairo Maggi, (Agricultura) alegando que as denúncias prejudicaria financeiramente o país. Isso significa que estão preocupados com o dinheiro, e não com a saúde do povo. Por qual razão um político tem o direito de indicar pessoas para cargos em órgãos do Governo? Os indicados não passam de agentes dos seus “padrinhos” em seus interesses privados, comerciais ou pessoais. Aí está a Operação Lava-Jato confirmando tal fato, que recebe o apoio de elevado percentual da população. A falta de escrúpulos chega ao ponto de tentarem de todas as formas impedirem o andamento do trabalho do juiz Sérgio Moro e até o fim da Operação. O povo não deve nem pode ficar inerte diante disso. Tem que ir às ruas e protestar com bastante veemência.

22 de março de 2017

Gilmar Mendes, presidente do TSE, é ‘Assessor Jurídico’ do Congresso. Pode isso?

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que também integrado o Supremo Tribunal Federal (STF), está outra vez defendendo mudanças no sistema eleitoral vigente. Ele alega que o modelo atual está “exaurido”, e defende a adoção da famigerada lista fechada para a eleição de parlamentares, além do financiamento público das campanhas eleitorais através do Fundo Partidário, duas reivindicações do PT, tudo isso com o apoio do ministro Dias Toffoli, do STF e ex-presidente do TSE, reconhecidamente um “ministro petista”. Gilmar Mendes, no entanto, está violando as leis da Magistratura e, principalmente, a ética. Tudo serve como cortina de fumaça disfarçada para cortar os efeitos da Operação Lava-Jato, onde a maioria é composta de senadores e deputados de vários partidos, mas com maior número de petistas. Não foi sem razão que recentemente a Associação dos Magistrados Brasileiros sugeriu que Gilmar largasse a toga e assumisse exercer suas atividades políticas e partidárias livremente;


O momento político é bastante confuso, mas o eleitor está atento para protestar contra todas essas manobras que têm por finalidade defender e manter na vida pública dezenas e até centenas de “fichas-sujas”. A lista fechada fere a própria democracia e atropela a Constituição Federal, que estabelece ser um direito do povo a escolha de seus representantes através do voto. A Lava-Jato está mesmo dando um imenso trabalho para os políticos enrolados em falcatruas. Não é sem motivo que na discussão sobre o projeto que propõe a fim do foro privilegiado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do partido no Senado Federal, trouxe de volta a proposta de incluir no mesmo o tal do abuso de autoridade, para que haja dificuldade e que agentes públicos possam se defender de intimações e conduções coercitivas. É normal que gente como Renan adote tal iniciativa. O que não pode é um ministro de nossa mais alta Corte buscar a mídia para dar suporte a interesses partidários e de políticos especializados em desvio de dinheiro público. Isso não pode, Gilmar Mendes!

21 de março de 2017

O Governo quer resultado antecipado de investigações da Polícia Federal. Só rindo

Não sabemos se é uma tirada humorística ou mais uma demonstração de cinismo. O Governo, e em especial o Ministério da Agricultura, estão culpando a Polícia Federal (PF) de precipitação na divulgação dos resultados apontados pela Operação Carne Fraca. Disseram que o ministério teria que ser consultado antes de ser dado conhecimento ao público, uma vez que as irregularidades já ocorriam há muito tempo nos frigoríficos acusados. Se estão falando sério, vamos lembrar que se os órgãos de controle e fiscalização do Governo funcionassem de modo correto e alguns servidores sem escrúpulos não se vendessem, tragédias como a de Mariana ou a queda do avião que vitimou jogadores da Chapecoense, por exemplo, não aconteceriam. Ninguém duvida que se houvesse um alerta a Polícia Federal não seria obrigada a abafar as falcatruas. Afinal, estamos no Brasil;

Vemos atualizado o velho ditado de que depois da porta arrombado é providenciada a respectiva tranca. Assim é que depois da queda da ciclovia no Rio de Janeiro com duas mortes a fiscalização passou a ser rigorosa; depois de 200 mortes numa boate, mais rigor na fiscalização; quando se descobre  falsificação de remédios, a Anvisa jura que a ação será intensa; descobertas as falcatruas com a carne contaminada; depois do leite com soda cáustica, vamos fiscalizar com rigor. Tudo agora será fiscalizado de forma rigorosa. E o povo, como fica nisso tudo? Parafraseando aquele técnico da Seleção Brasileira de futebol que um dia disse ser o gol um mero detalhe, os nossos dirigentes políticos também consideram o povo um mero detalhe.

20 de março de 2017

Operação Carne Fraca provoca jogadas de marketing de Lula e Michel Temer

Um ex-presidente e um presidente da República resolveram fazer marketing político no mesmo dia. O primeiro foi Lula, ao "reinaugurar" o trecho concluído da transposição do Rio São Francisco, ao levar uma claque, talvez à base de um sanduíche de "mortandela", um copo de suco e condução grátis para a cidade de Monteiro, no Ceará, isso porque na inauguração oficial o presidente Michel Temer não disse que a obra havia era um projeto de Lula e levado adiante pela ex-presidente Dilma. Realmente, faltou a Temer ter a sensibilidade de fazer referência aos dois, o que com certeza não provocaria o verdadeiro comício feito pelos petistas naquela cidade cearense. Não esquecemos que as obras que levaria água para regiões secas do Nordeste desde o primeiro mandato de Lula eram interrompidas e reativadas nas proximidades de eleições;

Quanto ao presidente da República, sua jogada de marketing foi a convocação de uma reunião de emergência por causa da repercussão da Operação Carne Fraca com a participação de ministros, empresários dos frigoríficos denunciados, embaixadores dos principais países exportadores de carnes e derivados. As explicações são até certo ponto risíveis. Temer disse para o Brasil que num universo de cerca de 5 mil frigoríficos eram apenas 21 os que foram denunciados pela Polícia Federal (PF), omitindo que foram exatamente aqueles que fazem o maior volume de vendas para a Europa e Estados Unidos. Para culminar seu marketing, o presidente Temer convidou todos os participantes para um almoço numa churrascaria de Brasília, onde foi servida carne importada da Austrália e da Argentina. Sobre a omissão da fiscalização por parte do Ministério da Agricultura e sobre as propinas que teriam sido distribuídas para isso, o silêncio do presidente foi total. No entanto, o povo quer e precisa saber que tipo de carne anda comendo.

19 de março de 2017

O brasileiro tem mais uma lista: é para saber o que pode comer e beber

É uma clara verdade que o brasileiro não pode dizer que sua vida é monótona. Todo dia tem alguma novidade,a maioria delas com algum fato que trazendo susto para o cidadão. O mais recente é o que trata das revelações da Operação Carne Fraca, quando o brasileiro descobre que ele não vive, mas sim sobrevive. É o que se deduz quando lembra que passou tantos anos comendo e bebendo produtos industrializados com as mais variadas espécies de adulterações prejudiciais à sua saúde, mesmo havendo órgãos públicos destinados a fiscalizar a qualidade dos mesmos. E, o que é pior, fica sabendo que os riscos à sua vida por que passa é porque os produtos não são fiscalizados por causa das propinas que os responsáveis recebem para fazer vista grossa favorecendo empresários gananciosos, sempre acobertados por políticos;

A maioria dos políticos brasileiros rouba dinheiro público e ainda resmunga quando são um deles é descoberto metendo a não na grana. São uns tremendos caras de pau. Num país decente, todos seriam postos no xadrez imediatamente, e por longo tempo, além de ficar banido definitivamente do processo político. É normal em qualquer país existir pessoas ricas e pobres. É assim desde que o mundo é mundo, mas aqui é difícil saber quem ficou rico com dinheiro do bem ou com dinheiro do mal. A Operação Lava-Jato tem revelado uma boa parcela de gente que enriqueceu com dinheiro do mal. Antigamente, havia uma expectativa sobre a divulgação de listas. Começava pela lista telefônica da cidade, da convocação da Seleção Brasileira, dos aprovados em vestibular. Hoje, as listas são outras. Procuramos saber se nosso nome está na lista do SPC, nos que ficaram desempregados. Há também as listas do Janot revelando mais falcatruas de políticos. Mas agora surgiu mais uma, que é a lista dos alimentos que podemos consumir sem risco de morrer. É uma novidade a cada hora.

18 de março de 2017

A Operação Carne Fraca revela uma tentativa de homicídio contra a população

Se há coisa que não falta no Brasil é notícia sobre algum tipo de crime praticado por quem não deveria fazer tal coisa. Crimes de corrupção de políticos desviando dinheiro público e crimes eleitores pelos mesmo "atores" estão entupindo a mídia durante o dia inteiro. Agora, aconteceu mais um tipo de crime, que pode ser considerado como hediondo, pois é colocar vidas humanas em risco distribuir no mercado salsicha, mortadela, carnes e aves, bem como a reembalagem de produtos vencidos. É como tem de ser tratado o que foi descoberto pela chamada Operação Carne Fraca deflagrada pela Polícia Federal (PF) em seis estados e no Distrito Federal, envolvendo JBS e BRF, os maiores frigoríficos do país, praticando falcatruas como camuflagem de carne estragada com produto cancerígeno e que era repassada até para merenda escolar, além de ser utilizada no consumo interno e exportada para a Europa e Estados Unidos, o que provocou imediata reação da União Europeia e dos norte-americanos, que vão acompanhar os desdobramentos das investigações;

Toda essa coisa suja (literalmente) só aconteceu, logicamente, com a conivência de autoridades e envolvendo propinas para afrouxar qualquer tipo de fiscalização por parte do Ministério da Agricultura. Tanto é que o delegado federal Maurício Moscardi Grillo declarou em entrevista coletiva concedida em Curitiba que parte das propinas abastecia o PMDB e o PP, partidos da base do governo de Michel Temer no Congresso. Para piorar o quadro, numa das gravações telefônicas ouvidas pela PF aparece o novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), nomeado por Temer há mais ou menos um mês, e também diversos parlamentares dos dois partidos, todos em conversas nada republicanas. O que foi descoberto é, de certo modo, pior que os desvios de dinheiro destinado à Saúde. É tentativa de homicídio! Empresários e políticos não podem ficar impunes e têm de ser rigorosamente castigados, o quanto antes.

17 de março de 2017

Punição dos corruptos pode diminuir o número de candidatos em 2018

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não condena os políticos corruptos amparados pelo famigerado foro privilegiado e os coloca inelegíveis por oito anos, há uma fórmula para banir os bandidos que tomaram o Brasil de assalto: não votar em nenhum deles nas eleições de 2018. Fazendo isso, eles perderão o privilégio de foro e serão levados para a Justiça comum. Há variadas teorias sobre a morosidade dos julgamentos deles no STF, mas está nas mãos dos eleitores aliviar os ilustres ministros de tanto trabalho. Como se pode ver, a maioria dos parlamentares não tem nenhum senso de dignidade. Tanto é que trouxeram de volta a ideia de aprovar legislação concedendo anistia para aqueles que praticaram o crime "Caixa 2";

Os arautos da anistia sabem que sem ela já começa uma parte da limpeza do Congresso Nacional, porque um grande número de senadores e deputados federais não terão suas candidaturas sequer registradas. Vão faltar candidatos. Mas tudo depende da ação do juiz Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato, condenando aqueles que estão sendo julgados sob sua jurisdição. Como há ministros do governo de Michel Temer fazendo parte das lista do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, cabe ao relator da Lava-Jato no STF, Edson Fachin, priorizar o julgamento deles, pois alguns têm mandato eletivo e outros são candidatos em potencial no próximo pleito. Afinal, não é conveniente que os mesmos possam manipular bilhões de reais em verbas de suas pastas para comprar apoio às suas candidaturas. É bom não esquecer que fazer uso indevido de dinheiro público é uma especialidade da maioria deles.

16 de março de 2017

Autêntica máfia de políticos continua querendo brecar a Operação Lava-Jato

As delações dos diretores e ex-diretores da empreiteira Odebrecht, a maior do país, serviram para mostrar ao mundo que possuímos uma autêntica máfia cujos principais integrantes são o presidente do Senado Federal, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ministros, governadores e parlamentares, todos sob o comando do ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, hoje atrás das grades, onde também está encarcerada sua mulher Adriana Ancelmo, pelas mesmas razões. Esse grupo hoje tem um mesmo objetivo: desqualificar a Operação Lava-Jato, que nos últimos três anos, sob a liderança do juiz Sérgio Moro, tem mostrado ao mundo o tamanho da roubalheira que vem destruindo o Brasil e colocando no esgoto a credibilidade dos nossos políticos. A lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, obriga o presidente Michel Temer a afastar do Governos todos os ministros envolvidos, bem como senadores e deputados deveriam praticar um ato de alguma dignidade, que seria o afastamento de seus cargos até a conclusão dos processos;

Disso tudo se conclui um fato: o Supremo Tribunal Federal (STF) não pode continuar sendo lento. Cabe à Corte aceitar todas as solicitações de Rodrigo Janot. Os cidadãos brasileiros tem necessidade de dar credibilidade ao Governo e principalmente ao Poder Judiciário. Somente assim os homens públicos poderão provar que além de honestos também se parecem honestos. O que não podem mais é ficar tramando soluções sobre a legalidade ou não do "Caixa 2". Eles não podem ser tratados de modo diferente de qualquer pessoas. Basta perguntar à Receita Federal qual seu procedimento quando o cidadão comum é descoberto com um "Caixa 2" na sua contabilidade pessoal ou empresarial. Não pode de jeito nenhum prevalecer aquela tese do ex-presidente Lula lançada em 2005, quando flagrado no "Mensalão do PT" de que o partido fez o que todos os partidos sempre fizeram. Muito menos cabe a um ministro do STF, Gilmar Mendes, defender tal teoria e ainda achar tudo normal. É o que não podemos deixar de gritar contra esse verdadeiro deboche vindo desse time de mafiosos.

15 de março de 2017

Os políticos em Brasília estão 'correndo da sala para a cozinha' e vice-versa

Mais uma manchete de impacto hoje: "Lista de Janot inclui Lula, Dilma, Aécio, Serra... ...Maia, Eunício, Padilha, Kassab, Moreira, Aloysio, Renan Jucá, Palocci, Mantega Lobão... PGR pede ao STF abertura de 83 inquéritos e envio de 211 casos para instâncias inferiores". Por causa disso, o clima em Brasília, no Governo, no Senado Federal e na Câmara dos Deputados é de bastante apreensão. É porque o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) a tão esperada lista com pedido de abertura de 83 inquéritos e envio de 211 casos para instâncias inferiores - e que está sob sigilo -, na qual consta pelo menos cinco ministros do governo de Michel Temer. Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff também estão incluídos, bem como o senador Aécio Neves. Os pedidos de abertura de inquérito, estão sendo feitos a partir dos acordos de colaboração premiada firmados com 77 executivos e ex-executivos das empresas Odebrecht e Braskem. Janot também solicitou o envio de 211 casos para instâncias inferiores da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem foro privilegiado, além de sete arquivamentos e 19 outras providências. Os ministros são: Eliseu Padilha (Casa Civil); Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência); Bruno Araújo (Cidades); Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações); e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores). Estão também na lista de Janot os presidentes do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA) e José Serra (PSDB-SP). Os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci também aparecem na lista, e seus casos devem ser remetidos a instâncias inferiores, já que eles não têm foro privilegiado. Caberá ao ministro Edson Fachin decidir se autoriza abertura de inquéritos e as diligências solicitadas por Janot, que também decidirá sobre a retirada do sigilo do conteúdo das delações;
Os acordos foram assinados nos dias 1º e 2 de dezembro de 2016 e homologados pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, em 30 de janeiro deste ano. As declarações estão inseridas e diretamente vinculadas à Operação Lava-Jato. Rodrigo Janot pediu ao ministro Edson Fachin a retirada do sigilo de parte desse material considerando a necessidade de promover transparência e garantir o interesse público. Antes da assinatura dos acordos de colaboração, foram realizadas 48 reuniões entre as partes, totalizando quase 10 meses de negociação para maximizar a revelação dos atos ilícitos praticados e das provas de corroboração. No meio desse período, foi assinado um acordo de confidencialidade considerando a complexidade das negociações e a necessidade de sigilo absoluto sobre todos os passos da negociação. Para viabilizar a obtenção de todas as informações, a Procuradoria-Geral da República instituiu um grupo de trabalho composto por 116 procuradores da República, que tomaram os 950 depoimentos dos colaboradores, durante uma semana, em 34 unidades do Ministério Público Federal (MPF) em todas as cinco regiões do país. Os depoimentos foram gravados em vídeos, que totalizaram aproximadamente 500 GB. As farmácias da Capital Federal estão reforçando seus estoques de Isordil.

14 de março de 2017

Entre Eunício e Miro Teixeira, o bom senso manda ficar com o deputado

Abro o jornal para minha leitura matinal, durante o café da manhã, e sou impactado com a manchete e as sub-manchetes da primeira página: "Congresso insiste em separar caixa 2 de propina - Às vésperas da lista de Janot, Planalto também discute reforma política - Parlamentares querem diferenciar doações de campanha de dinheiro de corrupção. Temer se reunirá amanhã com deputados, senadores e o presidente do TSE para debater regras das eleições de 2018". Na reunião com o presidente Temer têm presença certa o presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além de outras figuras óbvias e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, dando assessoria jurídica ao grupo. Para agravar ainda mais o assunto, a tentativa de anistiar o "Caixa 2" aparece no exato momento em que aparecem mais envolvimento de políticos no recebimento de propinas para financiamento de campanhas. É muita cara-de-pau e deboche com os eleitores;

O senador Eunício de Oliveira é um dos que querem votar um novo sistema eleitoral, mas deixa bastante evidente que tem por objetivo aliviar a situação de companheiros que estão enrolados na Operação Lava-Jato, sem cuidar da anistia dos que tenham praticado a "Caixa 2". Ele é defensor da adoção da lista fechada, com o voto distrital misto, quando o eleitor vota no partido e não nos candidatos, que certamente terão prioridade assumir um mandato e ficar protegido pelo famigerado foro privilegiado, escapando do juiz Sérgio Moro. Em compensação, o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) é contra a tal lista e tem preferência do "Distritão", que é o voto majoritário para os cargos legislativos (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores), ou seja, os mais votados é que serão eleitos. Os suplentes serão os que não tenham sido eleitos, pela ordem de votação. Comparando Eunício com Miro, o retrospecto dos dois nos leva a ficar do lado de Miro Teixeira. A proposta dele é uma prova de sua sensatez.